28/08/08 20:30
Trivial em Verso
Olá todos! 
Apresento mais um poeta da Comunidade Verso & Prosa: o Rafael Coelho.
Ó!
(redondilha menor da gente)
no tempo passado
a gente brincava,
chorava de dar
dó.
no tempo presente,
andando de lá
e no sempre cá:
só.
no tempo futuro,
a gente sonhava,
sem nem que pensasse:
nó.
no tempo eterno,
nós somos palermas,
no final, virar
pó.
enviada por Renata Nassif
28/08/08 20:06
Os especialistas na mídia
Do Grupo Mídia da Comunidade do Blog
Matéria interessantíssima do André Borges Lopes, no Grupo de Mídia da Comunidade do Blog
Leia a íntegra aqui
Como nasce um especialista
Publicado por André Borges Lopes
Quando a gente acha que não vai mais se surpreender com a escola Ali Kamel de jornalismo hipotético, as Organizações Globo conseguem se superar. Ontem, algumas horas após o terrível acidente aéreo em Madrid (restos do avião ainda fumegavam na pista, na imagem ao vivo da CNN) a Globo News colocou no ar um "especialista em aviação" para falar sobre as possíveis causas do desastre.
Às 13h51, a notícia já estava no G1 - com um impagável subtítulo:
Especialista em aviação levanta possíveis causas para o acidente em Madri
Se a falha foi na decolagem, pode ser causada por objeto na turbina. Se for no pouso, é possível que seja falha do piloto, no pneu ou na pista.
Clique aqui
Ou seja: quatro horas depois do momento do acidente (9h45, no horário de Brasília) o portal da Globo ainda era incapaz de confirmar se o avião havia se acidentado numa decolagem ou num pouso, mas – apesar desse pequeno detalhe – o "especialista" Gustavo Cunha Mello não se furtava de conjecturar hipóteses sobre as causas da tragédia.
Instigante tarefa para uma noite de insônia: tentar descobrir quem é esse fantástico especialista, capaz de especular sobre as causas de acidentes aéreos apenas vendo pela TV a fumaça dos destroços. Uma busca no oráculo Google nos indica que o sujeito é, de fato, uma fera no assunto. Em matéria no jornal O Globo de 1º/08/2007, discorrendo sobre as hipóteses kamelianas do acidente com o Airbus TAM em Congonhas, nosso expert foi assim descrito:
Para Gustavo Cunha Mello, especialista que analisou mais de 175 mil acidentes aéreos, e foi ouvido por 'O Globo' em reportagem publicada nesta quinta, a possibilidade de falha mecânica não pode ser descartada. Clique aqui.
Vejam só! Eu nunca poderia imaginar que já tenham ocorrido no mundo 175 mil acidentes aéreos, mesmo começando a contá-los pela queda de Ícaro! Mas surpreendente mesmo é haver um ser humano que se dedicou a estudar cada um deles. Supondo que tenha gasto em média 30 minutos em cada breve análise, dedicando 8 horas por dia a essa extenuante tarefa, o infatigável Gustavo entregou nada menos que 24 anos de sua vida adulta (incluindo sábados, domingos e feriados) ao estudo dessas fatalidades. Não me admira que seja capaz de desvendar suas causas apenas aspirando o aroma do querosene queimado.
Querem mais? Apesar dessa tarefa hercúlea, sobrou-lhe tempo para cursar faculdades, fazer pós-graduação, dedicar-se a outras especialidades e até mesmo ao ensino dos nossos jovens.
Pela minha pesquisa, Gustavo Mello inicia sua colaboração hipotética com O Globo em outubro de 2006, na época do acidente da GOL com o Legacy, no qual já é citado (grifos meus):
(...) para o engenheiro Gustavo Tavares da Cunha Mello, autor de tese de mestrado sobre acidentes aeronáuticos, é possível que o piloto do Legacy tenha se esquecido de ligar ou até mesmo desligado o sistema anticolisão, para voar mais alto. clique aqui.
Em 25/07/07, na sequência imediata do acidente da TAM, retorna ao periódico, ostentando títulos mais convincentes:
Gustavo Cunha Melo, engenheiro da Universidade Federal Fluminense e especialista em gerenciamento de risco, diz que estudos recentes desenvolvidos na Europa indicam que as pistas dos aeroportos devem ter, no mínimo, 2.400 metros para receber aviões de grande porte. Clique aqui.
O especialista volta ao jornal dos Marinho (com ainda mais diplomas e títulos) em 5/8/2007, em matéria de Soraya Aggege falando sobre as causas do "Caos Aéreo":
Um ano depois, os lobbies das empresas já estavam criados, e, no ano seguinte, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) foi criada. O setor ficou desde então sem controle - diz o economista e engenheiro Gustavo Cunha Mello, professor da Universidade Federal Fluminense e consultor de riscos e seguros da Correcta. Clique aqui.
Em 21/11/07 sua fama já chegava à Band News, que também contou com sua preciosa colaboração:
A medida poderia ser a primeira ação do governo em direção à desmilitarização do setor, segundo o professor da Universidade Federal Fluminense especializado em aviação, Gustavo Cunha Melo. Clique aqui.
Curiosamente, a Universidade Federal Fluminense não inclui o professor Gustavo na lista oficial de docentes (datada de 2006) que está disponível para download no seu site: clique aqui.
Também não é possível encontrar seu currículo no sistema Lattes, do CNPq (http://lattes.cnpq.br/), embora por lá restem traços da sua dissertação de mestrado, defendida em 2005, com o título "Uma hierarquia dos fatores contribuintes de acidentes aéreos".
Querem saber quem de fato é o consultor de seguros Gustavo Tavares da Cunha Mello? Seu currículo, por ele mesmo, está no site da sua corretora: clique aqui.
Não o conheço. Pode ser que seja um excelente corretor de seguros. É possível que entenda de aviação bem mais do que eu, ou do que vocês que me lêem. Ao que parece, também entende um pouco de seguro saúde, de recursos humanos, de gestão de risco em plataformas de petróleo. Também pode ser que não tenha sequer um brevê, e não saiba a diferença que existe entre um MD-82 e um Focker 100.
O fato é que, hoje, Gustavo Mello é um grande especialista em acidentes aeronáuticos da maior rede brasileira de mídia.
enviada por Luis Nassif
28/08/08 20:04
Comunidade do Blog
A Comunidade do Blog superou a marca dos 900 associados, ajudando a construir o conhecimento. Clique aqui.
enviada por Luis Nassif
28/08/08 18:02
Mapa de Controle de Porto Alegre
Transparência é isso aí. No portal da Prefeitura de Porto Alegre há o Portal da Gestão com os programas estratégicos do governo e a situação atual. Lá se vê quem levou bola vermelha, amarela ou verde, e se pode cobrar ou elogiar pessoalmente cada responsável.

enviada por Luis Nassif
28/08/08 16:42
A ata do Clube Militar
Da Comunidade do Blog
Leia o que aconteceu na reunião do Clube Militar
Publicado por JF
Leia abaixo transcrição na íntegra do que ocorreu na reunião no Clube Militar, no Rio de Janeiro
enviada por Luis Nassif
28/08/08 16:27
A punição da injuria
Do Blog do Paulo Henrique Amorim
JUSTIÇA CRIMINAL DE SP CONDENA MAINARDI
José Rubens Machado de Campos, advogado de Paulo Henrique Amorim, acaba de informar: “A 13ª. Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo deu provimento à apelação de Paulo Henrique Amorim para condenar Diogo Mainardi como incurso nas penas dos crimes de difamação e injúria como capitulados nos artigos 139 e 140 do Código Penal, em razão dos ataques e ofensas contidos em artigo intitulado ‘A Voz do PT’, da revista 'Veja', de 6 de setembro de 2006, acolhendo parecer do Ministério Público em segunda instância e a sustentação feita pela ilustre Procuradora Marilisa Germano Bortolin. O desembargador relator Miguel Marques e Silva acatou o apelo e foi acompanhado pelos demais desembargadores Sanjuan França e França Carvalho.”
O Tribunal de Justiça de São Paulo, em segunda instância, em 6 de agosto de 2008, condenou Diogo Mainardi e a Editora Abril, editora da revista “Veja”, a pagar 500 salários mínimos a Paulo Henrique Amorim, por danos morais.
Comentário
500 salários mínimo não são punição que demova a publicação de prosseguir em sua escalada de assassinatos de reputação.
Por Fábio
Nassif,
Você se confundiu com a notícia do Paulo Henrique Amorim.
A condenação do Mainardi agora é CRIMINAL! O PHA colocou junto o Acordão da outra condenação, do CÍVEL.
A condenação criminal significa pena de cadeia e/ou multa, que não foi divulgada na notícia do PHA que você reproduziu.
Aqui documento 1 e documento 2
enviada por Luis Nassif
28/08/08 16:23
O caso antraz
Deixei passar em branco um “causo” gozadíssimo, quando foi divulgada a história do pó branco que foi entregue no Supremo Tribunal Federal.
Em plena neura com o antraz, chega um envelope com pó branco na presidência da Assembléia Legislativa de São Paulo – na época presidida pelo deputado Walter Feldman.
Chamam o chefe da Segurança. Ele abre o envelope. Os presentes se afastam da mesa, assustados. O chefe de aproxima, passa o dedão no pó e lambe. Era sal de frutas.
Surpresa geral com o ato quase impensado do chefe de segurança. Aí ele explica:
-- Fabricar antraz é um processo caríssimo. Poucas empresas no mundo fazem. Você acha que alguém vai gastar antraz com o presidente da Assembléia de São Paulo?
enviada por Luis Nassif
28/08/08 15:57
A Lei Azeredo
Lei Azeredo - Crimes Cibernéticos -
Publicado por Sérgio Mauricio Troncoso Rocha \
Todos falam mas ninguem lê?Pois está aqui o projeto que foi para a Câmara. Clique aqui.
enviada por Luis Nassif
28/08/08 14:52
Reinício do Seminário
Estamos recomeçando o Seminário de Gestão Pública, com a apresentação do Secretário de Gestão de São Paulo, Sidnei Beraldo.
Agora a apresentação do Secretário de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro, Sérgio Ruy.
enviada por Luis Nassif
28/08/08 14:14
Fora de pauta
Achei que já tinha publicado, mas não. Aqui vai o post para você colocar livremente os comentários que Não cabem nos demais temas.
enviada por Luis Nassif
28/08/08 11:51
A reforma administrativa
Opinião de Ricardo Oliveira, Secretário de Gestão do Espírito Santo, no Fórum do Projeto Brasil, funcionário público de carreira:
Tem que recuperar Reforma Administrativa. Começou bem no primeiro governo FHC. Foi sendo gradativamente abandonado no segundo FHC e no governo Lula.
À medida que recupera capacidade de investimento, enorme dificuldade na administração do gasto.
Portanto discussão da reforma precisa ser retomada.
Estado instrumento importante na promoção de igualdade e oportunidade.
Segundo: problema de consolidação da democracia no Brasil. Se Estado não conseguir atender às demandas, cai em descrédito.
Setor público diferente do privado; a criação de valor também. Mas desperdício é muito grande. E um dos grandes responsáveis é o marco regulatório, do qual se prevalecem interesses corporativos.
Tem que se enfrentar a discussão. Hoje em dia não há o menor espaço na discussão. Foi realizado o encontro do Consad, o maior encontro de gestão público já feito, da maior relevância, sem a menor repercussão.
Tem que se mudar o ambiente regulatório tendo como foco a prestação de serviços públicos.
Reforma administrativa: marco regulatório é questão primordial e de difícil solução.
Mexer na regra de gestão de pessoas, por exemplo, é um tumulto. Toda despesa pública por trás tem um dono.
Instituições de controle que tem discurso correto do controle. Muito do que aconteceu com Estado brasileiro foi falta de controle. Temos que ter transparência e controle.
Transparência tem que melhorar.
Cargos de DAS têm que ser restringidos. A modernidade não é instituir o arbítrio dentro do setor público. Ë dar flexibilidade de gestão. Mas associado a isto, controle da sociedade e transparência. Estamos longe de ter estado transparente.
O caminho é a contratualização é os indicadores claros de resultado, para poderem cobrar.
Gestão por resultado é fundamental para sociedade ter instrumento para controlar.
Nao temos nenhuma dificuldade técnica no setor público. Todo mundo sabe o que fazer. As dificuldades são políticas, no sentido dos interesses em jogo. Interesses corporativos de empresários, servidores e de grupos políticos.
Aí a dificuldade de implementar projeto mais republicano. Mas faz parte do jogo, da democracia.
Essa história de que sevidor público é marajá é falso e prejudicial.
Ponto importante: governador que não incorporou o tema da gestão no seu discurso político, não conseguirá renovar a gestão. Não haverá forças internas que mobilizem o funcionalismo e a própria sociedade.
O discurso do governador é essencial: nós cobramos imposto até de pobre. Não podemos ceder um milímetro na defesa da gestão público, da boa aplicação dos recursos do Estado. É um jogo que não tem visibilidade, é para dentro.
enviada por Luis Nassif
28/08/08 11:24
Os indicadores de produção do IPEA
Clique aqui para baixar, saído do forno, o Indicador IPEA de Produção Industrial Mensal, prevendo 7,6% de alta em julho, em comparação com julho do ano passado.
enviada por Luis Nassif
28/08/08 09:00
Gestão Pública no Projeto Brasil
Daqui a pouco começa o Seminário Gestão Pública, promovido pelo Projeto Brasil.
Ao longo do dia serão apresentadas as experiências de gestão de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.
Clicando aqui, você terá acesso à página com a transmissão do seminário e apresentação simultânea das telas de Power Point dos palestrantes.
Clicando aqui, poderá comentar as palestras.
Não estará presente o representante de Pernambuco. O estado sequer tem organização interna para responder aos convites formulados. Ainda está no bê-a-bá da gestão.
enviada por Luis Nassif
28/08/08 08:42
A súmula das algemas
Da Comunidade do Blog
MP entende que súmula do STF é inconstitucional
Publicado por José Aécio Costa
Natal (RN) - Essa questão de algemar ou não presos vai longe e tornou-se uma polêmica nacional, depois que o Supremo Tribunal Federal tomou sua decisão de liberar geral, ou quase isso, limitando a algumas exceções. Agora mesmo, o Ministério Público do Rio Grande do Norte, por intermédio dos promotores de Justiça de Investigações Criminais e de Controle Externo da Atividade Policial, impetrou habeas corpus preventivo com pedido de liminar contra o que prevê a súmula (clique aqui para entrarf na discussão).
enviada por Luis Nassif
28/08/08 08:34
Os caminhos do pré-sal
Do Estadão
Planalto tem três opções para pré-sal
Comissão Interministerial do governo, segundo fontes, deve decidir entre uma delas até o dia 19 de setembro
Kelly Lima
A Comissão Interministerial que discute mudanças no marco regulatório do petróleo tem três alternativas sobre a mesa a respeito das áreas - licitadas ou não - do pré-sal e decidirá sobre uma delas até o dia 19 de setembro, revelam fontes ligadas às negociações.
As opções indicam três diferentes níveis de intervenção federal no pré-sal. A que vem ganhando mais força é a menos radical e que mais beneficia a Petrobrás: permite que a União abra mão de suas reservas localizadas em torno das atuais descobertas, em troca de novas ações da Petrobrás.
A segunda possibilidade, que também prevê indenização à Petrobrás e às empresas privadas que estão nos blocos licitados, transforma a União, por meio da nova estatal (apelidada de "Petrosal"), em sócia nos blocos descobertos.
A terceira proposta, considerada a menos provável, afastaria os investidores privados dos blocos. As discussões sobre o aumento nos royalties e participações especiais, também em pauta na comissão, correm em paralelo. (continua)
Comentário
A primeira das propostas apreciadas foi a apresentada aqui no Blog, na aba de ECONOMIA. Haveria a “unitização” da bacia e a parte da reserva não licitada seria utilizada pela União para aportar capital na Petrobrás. Parte das ações seria utilizada para aqueles minoritários que quisessem adquiri-las.
Não procedem as análises de que significaria uma diluição dos minoritários. Por diluição entenda-se reduzir a participação dos minoritários mantendo a empresa do mesmo tamanho. Se a empresa vai aumentar de tamanho, os minoritários que não quiserem acompanhar a subscrição ficaram com um valor percentualmente menor, mas de uma empresa maior. Portanto, em tese não haverá perda patrimonial – que é o que importa.
enviada por Luis Nassif
28/08/08 08:24
Os juristas do BC
Já que a inflação caiu, entra em cena o Plano B de defesa dos juros altos: salientar os índices que não caíram. Quando interessa, apontam o todo; quando o todo não interessa, apontam as partes, como se a inflação dependesse de uma parte.
É o que mostra a matéria da Sheila D’Amorim, da “Folha”: “Queda pode dificultar a posição do BC” (clique aqui).
(...) Mesmo que a queda nos preços dos alimentos se mantenha ou até se acentue, em linha com a trajetória das commodities, para o BC, segundo a Folha apurou, ainda há uma pressão muito forte em outros setores que ameaçam a meta do IPCA, o índice de preços ao consumidor que serve de referência para o BC.
Atualmente, as expectativas de mercado para 2009 são de IPCA de 5%, acima do centro da meta, de 4,5%. Há mais de um mês, essa previsão segue inalterada, enquanto a para 2008 caiu.
Previsões para 2009 são chutes. O fato de estarem inalteradas há semanas e semanas, mesmo com a mudança nas projeções para este ano, revela que o mercado ainda não tem projeções. Limita-se a repetir a anterior. É chute.
As incertezas são várias. O IGP-M acumulado em 12 meses é usado para reajustar itens importantes no orçamento doméstico como aluguéis, tarifas públicas, planos de saúde. Isso faz com que ele leve para frente parte desse passado de inflação elevada. No ano, o índice alcança 8,35% de alta e, em 12 meses, 13,63%.
Pedi ao Departamento Econômico da Dinheiro Vivo uma simulação: preços de alimentos estáveis (pessimista, já que estão em queda); tarifas mantendo as projeções do relatório Focus; demais preços acompanhando o ritmo atual. No final de 2009 daria uma inflação menor do que 5%. Portanto esse fantasma do IGP-M não existe.
Além disso, as altas no atacado ainda estão sendo repassadas para o varejo, já que as elevações não são automáticas ao longo da cadeia produtiva. O IPC, que responde por 30% do IGP-M, seguiu em elevação, assim como o INCC (Índice Nacional da Construção Civil, 10% do IGP-M). E o ciclo de alta de preços ao consumidor pode se sustentar na demanda forte e na recomposição da renda, seja por reajustes salariais reais ou novas vagas.
Ué, o IPA caiu na última medição. E o argumento continua preso ao repasse da alta.
e a queda do IPA, não é repassada? Só a alta? O IPA mostra deflação, mas a análise (certamente colhida no BC, porque a repórter é de Brasília) analisa os efeitos de uma alta que não aconteceu.
Por isso, a avaliação do BC, é que somente um freio no crescimento irá ajustar esse descompasso entre oferta e demanda e garantir uma estabilidade de preços em 2009 e 2010.
São os “juristas”: em qualquer hipótese, juros altos.
enviada por Luis Nassif
28/08/08 07:00
Os efeitos do câmbio
Na aba de ECONOMIA, a Coluna Econômica mostra os efeitos do câmbio sobre as empresas nacionais.
enviada por Luis Nassif
27/08/08 18:08
Uma paixão de romance
Da Comunidade do Blog
De Justo
Morre a ex-cantora Stella Maris, mulher de Dorival Caymmi.
enviada por Luis Nassif
27/08/08 17:00
Pierre Verger em Salvador
Da Comunidade do Blog
Adicionado por Beto Palaio

enviada por Luis Nassif
27/08/08 16:41
O novo desenvolvimentismo
Dois livros imperdíveis, para a discussão sobre os novos rumos da economia.
A "Economia do Desenvolvimento - Teoria e Políticas Keynesianas".
Organizadores: João Sicsú e Carlos Vidotto.
Editora Campus
Entre os autores, Fernando Cardim, Roberto Frenkel, Luiz Carlos Bresser-Pereira, João Paulo de Almeira Magalhães.
O outro livro é "Nação, Câmbio e Desenvolvimento", organizado por Breser-Pereira, pela editora FGV.
Por Rubens Ricupero, Paulo Nogueira Batista Jr e Moniz Bandeira, dentre outros.


enviada por Luis Nassif
27/08/08 16:21
O jornalismo cultural
No grupo de Mídia da Comunidade do Blog
Um bom tema para discutir no Grupo de Mídia da Comunidade do Blog é a questão do jornalismo cultural.
Convoco para a empreitada o moderador Weden.
Tome-se a crítica do Estadão de hoje, sobre o show do Caetano e de Roberto Carlos:
“Caetano, o Rei e o show de naftalina
Mais preocupados em lustrar prestígio de Tom Jobim do que em ousar e suplantar-se, totens da MPB fazem noite tediosa”
Muitos e muitos anos atrás, quando começava minha carreira de jornalista e me aventurava pelo jornalismo cultural, o setor já era vítima da síndrome da ruptura. A única obra estética que valia era a que significasse uma revolução. Como se fosse possível a um autor, ou mesmo a um país, produzir uma revolução por show; por ano, ou mesmo por década.
Com essa medida, todos os shows ficavam pequenos.
Por exemplo, um show de Roberto Carlos é um show de Roberto Carlos é um show de Roberto Carlos. Ponto. Com Caetano Velloso fica um show incrementadíssimo em que um mais um é mais do que dois. E não precisa necessariamente ser uma ruptura para ser um grande show.
Agora, cá para nós, o que significa pretender se suplantar? O show reside no simples fato de dois dos maiores artistas brasileiros, dos maiores cantores brasileiros, pretenderem interpretar a obra do compositor maior, Tom Jobim. São três clássicos juntos em um mesmo show. Para quê pretender que façam uma revolução estética?
Não tem lógica esse critério. Tomo por mim. Quantos shows assisti que poderiam ser considerados clássicos definitivos? Os últimos de Tom Jobim; um ou outro de Edson Cordeiro; os de Elis Regina; aquele do Gilberto Gil e Milton Nascimento; os Tambores de Minas, do Milton; alguns do Paulinho da Viola, do Chico; aquele do Elomar, Xangai, Geraldo Azevedo e Vital Farias.
Qual deles que se enquadraria nesse critério da ruptura? Provavelmente nenhum. Entraria, talvez, o “É proibido proibir”, os primeiros da bossa-nova, que não assisti.
Nenhum dos clássicos entraria, porque clássico é o oposto de ruptura: é a ruptura que já se consolidou. Por esse critério, em toda a carreira do Tom Jobim, os únicos shows elogiáveis seriam os primeiros; toda a discografia do João Gilberto se resumiria ao LP “Chega de Saudades”. Chico, então, valeria apenas pelo show do “Construção”.
Em suma, se você usa uma métrica em que só conta quem tiver mais que dois metros de altura, você não tem métrica nenhuma. Não conseguirá diferenciar o sujeito de 1,90 do sujeito de 1,50.
Clique aqui para discutir o tema na Comunidade.
enviada por Luis Nassif
27/08/08 11:36
Fora de pauta
Coloque aqui comentários ou temas não contemplados em outras notas.
enviada por Luis Nassif
27/08/08 11:12
A força dos Blogs
Por Maria de Lima
Prezado Nassif, como vai?
Parte dos resultados de minha pesquisa, com seu blog, apresentarei no 17º Encontro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, que começa amanhã, dia 28, em Campinas.
enviada por Luis Nassif
27/08/08 11:07
A morte de Olavo Setubal
O século 20 mostrou três grandes gestores no país: Amador Aguiar, Norberto Odebrecht e Olavo Egydio Setubal.
Na aba de ECONOMIA, um perfil de Olavo Setubal, falecido hoje em São Paulo, que escrevi em 2005.
enviada por Luis Nassif
27/08/08 09:34
Manual da planilha viciada
Toda a batalha em torno de juros, câmbio, transferência de renda, se dá no campo das planilhas e da capacidade de “esquentar” os números. É um movimento de conquista da opinião públicaque usa bem o estilo de "esquentamento" das manchetes pelos jornais.
Vamos a dois exemplos didáticos dessa jogo.
A política monetária aprecia o real. Como conseqüência, há um aumento brutal no déficit em transações correntes, puxando principalmente pelo aumento das importações – mais de 50%. É uma escalada insustentável que, em países anglo-saxões, racionais, imporia restrições ao uso ilimitado de juros pelo BC.
Aí vem o Bradesco, do meu amigo Otávio de Barros, com suas contas.
1. Separa preços e quantidade de importações.
2. Constata que a quantidade está aumentando em 20% ao ano há algum tempo.
3. A partir daí fornece material para a manchete: importações estão estabilizadas.
O que a planilha não mostrou:
1. Crescimento de 20% não é estabilidade em lugar nenhum do mundo: é crescimento de 20% ao ano. Faz-se um jogo de palavras – “estabilizar o crescimento” – para passar a falsa idéia de estabilidade.
2. Se o que interessa é o saldo comercial, a comparação tem que ser com exportações. Pelo critério de quantum, as exportações estão estagnadas.
Aí vem o Banco Real Private Banking com um estudo mostrando que o Nível de Utilização de Capacidade Instalada atingiu o segundo patamar mais alto desde que a série foi criada.
Confira na matéria de Cláudio Lamucci (não confundir com La Nuci, com o perdão pelo trocadilho) (clique aqui).
Segundo o economista Fabio Susteras, seus estudos comprovam que “a despeito da queda dos preços de commodities, o Banco Central (BC) deve continuar a aumentar os juros nos próximos meses, levando a taxa Selic, hoje em 13% ao ano, para 14,75% no fim de 2008”.
Vamos refazer as ênfases, com base nos dados da própria reportagem:
1. Impressiona dizer que é o segundo nível mais alto desde que a série histórica foi criada. Impressionaria menos se se destacasse o fato da série histórica ter começado em 2006. Impressionaria menos ainda se se destacasse o fato de que o nível mais elevado foi o do quarto trimestre do ano passado. Significa que de lá para cá não houve aumento no NUCI, apesar do aumento da demanda.
2. O repórter faz um bom trabalho e indaga a razão da acomodação do NUCI nos atuais patamares – o termo é esse “acomodação”.
Explicações corretas:
• A maturação dos investimentos, que crescem a um ritmo superior a dois dígitos desde 2006, ajuda a explicar por que a utilização de capacidade se acomoda mesmo num período em que a atividade econômica continua a avançar.
• Aumento de produtividade. “Susteras reconhece que o seu estudo não considera a produtividade. Ganhos de eficiência na economia permitem que, com o mesmo nível de utilização de recursos, seja possível produzir mais”.
Por que ele não considera? Porque atrapalharia a defesa de tese.
Conclusão: matéria muito boa. Tão boa que não justificaria a chamada de capa "Aquecimento da economia puxou os preços". O único dado concreto do economista é uma correlação entre índices de crescimento e IPCA e IGP-M.
Do Estadão Online
IGP-M cai 0,32% em agosto, primeira deflação desde 2006
Após alta de 1,76% em julho, índice cede refletindo o forte recuo dos preços dos alimentos
Comentário
Sobem os preços internacionais, a inflação brasileira sobe. Caem os preços internacionais, dá deflação por aqui. E o economista esmerando-se em correlações estatísticas entre PIB e IPCA. Ele quer convencer a mulher que foi atropelado na calçada que a culpa foi dela por conta da correlação entre pernas de moça e distração de motoristas.
enviada por Luis Nassif
27/08/08 08:20
A nova contabilidade nacional
Nelson Machado é figura central na área econômica desse governo. Na Previdência, colocou em prática um plano de gestão extraordinário. E acabou com a grande distorção na discussão sobre o déficit, ao definir a contabilização correta das contas: separando Previdência (contribuição de empresas e empregados e pagamento de benefícios) de assistência social e de incentivo fiscal. Depois de algum tempo de esperneio dos cabeções, a nova metodologia (que é a correta) acabou sendo assimilada.
Na Receita, aparentemente estará à frente da montagem administrativa da Super-Receita. A SRF avançou bastante na informatização e na inteligência tributária, mas a gestão – especialmente o atendimento ao contribuinte – ainda era um caos.
Agora, discute-se a questão do critério de competência para a contabilidade nacional e do fim da preponderância do critério de déficit primário para as contas públicas (clique aqui).
Suponha que o governo deixe de investir em uma estrada para fazer superávit primário. O que deixou de ser investido naquele ano é despesa futura, pois em algum tempo terá que ser feito. Nas empresas, a contabilidade lançaria essa falta de investimento como despesas de depreciação. Ela não seria varrida para baixo do tapete. Na área pública, como o critério é de caixa, se consideraria que o dinheiro não gasto representava integralmente poupança do setor público – quando era um mero adiamento de despesa.
Se o superávit é devorado pelos juros, pouco importava. Como o BC só se importava com o critério de déficit primário (despesas e receitas), o peso dos juros não se transformava em fato jornalístico. Ficava a torcida para a redução da relação dívida/PIB exclusivamente em cima das despesas correntes. Cada vez que o Copom aumenta a taxa Selic, são raríssimas as matérias mostrando os efeitos sobre a relação dívida/PIB.
Há muitas dúvidas na nova contabilização. Pretende-se, por exemplo, contabilizar todos os ativos públicos, para comparar com o nível de endividamento. Em termos, em termos. Se a questão é analisar a liquidez (isto é, a maior ou menor facilidade de se vender o ativo).
Em suma, uma boa discussão, um avanço nas regras contábeis, defendidas pelo próprio FMI, aliás. E que remete a uma velha discussão entre o economista Gustavo Franco e o contabilista Toninho Trevisan.
Toninho defendia o critério de competência para a contabilidade pública. Recebeu um esculacho do Gustavo. Se tivesse mais tempo, iria pesquisar os artigos e entrevistas que retrataram a polêmica.
enviada por Luis Nassif
27/08/08 07:00
O pré-sal em 2002
Na aba de ECONOMIA, a Coluna Econômica mostra que desde 2002 se desconfiava do potencial do pré-sal, informação levantada por Juliana Saporito, do Projeto Brasil.
enviada por Luis Nassif
26/08/08 20:41
Trivial da "Verso & Prosa"
Olá, todos 
A Chefia liberou o Trivial!
Mas, foi só porque depois de me obrigar a ler aquelas coisas, ameacei pedir adicional insalubridade; e depois que alguém daqui o lembrou da Lei Maria da Penha.
Da Comunidade Verso & Prosa, apresento Hideraldo Montenegro:
INDECIFRÁVEL
O poema que não escrevi
é feito de carne
tem nome largo
e palavras de forma
O poema que não escrevi
dorme comigo todos os dias
revira meus sonhos
torna-se insônia
O poema que não escrevi
come, bebe, faz sexo
e, às vezes, sai pelo nariz
O poema que não escrevi
vive na lama, no lixo
no luxo, na cama
O poema que não escrevi
é macho, puta, bicha louca
-desenho que não sai da boca
O poema que não escrevi
é leve, é pluma
pesado tiro
é chumbo, é morte
é casulo, é seda
é sorte que não chega
O poema que não escrevi
se inscreve em mim
como cicatriz
como uma dor, um parto
um sapato apertado
O poema que não escrevi
Jamais escreverei
enviada por Renata Nassif
26/08/08 18:55
Lançamento da Comunidade de Gestão
Na quinta-feira haverá o lançamento da Comunidade de Gestão do Projeto Brasil. Haverá um fórum com a apresentação das experiências de gestão, entre outros, de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Pernambuco.
O material apresentado será disponibilizado no site do Projeto Brasil e na Comunidade de Gestão
Haverá transmissão ao vivo pelo site do Projeto Brasil (www.projetobr.com.br).
Há um número limitado de inscrições.
As inscrições podem ser feitas clicando aqui.
Para confirmar a presença e maiores informações, por favor, entre em contato através do email thais@dvnet.com.br.
enviada por Luis Nassif
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(O que e isso?)